Quem sou eu

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Belém, Pará, Brazil
Quanto mais conheço os homens, mais acho as mulheres submissas.

29 de junho de 2008

"Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."



26 de junho de 2008

coisas que eu sei;

Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei

Coisas que eu sei
não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia

Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei

24 de junho de 2008

acarma.


O Carma
Acarma, meu bem.
Calma na alma
O carma encarnado
Pessoalmente alado
Cristalino como água corrente
Corrente que não deixa correr
Meu pé quer ir meu coração não deixa
Sorri pra você.
Pegou, ficou.
Rebateu, dançou.
Meu carma, um sonho
Um utópico desvaneio seria o meu libertar.
Quem irá me abrir os átrios?
Acarma, carma.

21 de junho de 2008

Saudades, penas.

Imaginei você na memória
Agora quero te-la perto de mim
Mayara, dos sonhos em manuscritos pela história
Era uma vez que eu a amei e o conto-amor não teve fim.

Ha, que saudades me fazes sentir agora
Em pleno dia de domingo sinto a sua falta
Vem uma lembrança de você de dentro à fora
Colorido o vazio-incolor nessa tarde calada.
Beijo. Saudades. Apenas...

19 de junho de 2008

Sem nome.

Eu aqui, perdida entre poucas palavras, se é que isso é possível, não sei por que te dizer..tentando fazer poesia a dois..
tentamos nos expressar com naturalidade mas como ser natural nesse mundo genérico?
Sendo natural acabo me tornando falso. Penso ser tanta coisa, meu amigo. Como saber se eu mesmo estou sendo humano, nesse mundo imundo?
mas afinal como podemos sequer saber o que é ser humano se isso é raridade das mais utópicas? se o que nos vemos todos os dias são apenas meras marionetes? sem vontade sem alma...
sem chão, nem teto, somente sobrevidas. mentes moribundas. mas aquele ultimo fio ainda me alimenta. A tal dona esperança
esperança de ter esperança pelo futuro, esperar q as conseqüências d nossos feitos sejam para o melhor ou ao menos a esperança d ser digno d poder ter a fé em todo o que ainda pode existir
E se não existir teremos mais trabalho ainda, cabe a nosotros, muchacho hacer existir o mundo que sonhamos. Na utopia mora a perfeição.
Na nossa utópica perfeita imperfeição natural nos deitaremos e repousaremos depois da nossa árdua jornada.
E no fim eu vejo o que eles dizem mais ele não dizem nada.





Mayara e Juan.

12 de junho de 2008

libélula.


Não é somente uma bela composição de palavras, é o viver realmente.
Quando podemos ver as oportunidades de cima conseguimos ter uma boa visão do mundo.

8 de junho de 2008

Fico pensando em...

Fazer-me
Expandir-me
Crescer-me
Sujar-me
Limpar-me
Drogar-me
Elouquecer-me
Empurrar-me
Entre tantos "mes" e a maioria sem sentido ou
Sentidos cem é que me perco no que realmente devo fazer ou expandir ou crescer ou sujar ou limpar ou drogar ou enlouquecer ou empurrar.
Depende da mente defasadamente pertubada e sem concêntricidade correta.Correta!?!?
Se penso a causa é a existência de encefálo ativo.
Enfim, doido.

MayTerra

4 de junho de 2008

Eu preciso dizer que te amo..


...te ganhar ou perder sem engano






eu preciso dizer que te amo...

2 de junho de 2008


[...]Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada
[...]