Buscando algo pra escrever aqui com meus botões, queria dizer em poucas ou muitas palavras o que fiz durante esse ano todo. Acredito que seja esse sentimento de " não fiz tudo o que podia" que levam as pessoas a escreverem ou somente a pensarem nessas coisas que geralmente fazemos no final de um ano intenso ( pra mim todos são intensos.. há mortes, há nascimentos, há explosões, há choro, há vela, alegrias.. tudo, enfim..). E é justamente esse sentimento de incompletabilidade que frustra, mas que em contrapartida me faz entender o quanto sou humana, falha e adoravelmente normal.
Nesse ano eu vivi. E muito. Sobrevivi a uma "rubéolasarampo" das brabas. Senti muita dor, mas não somente as de cabeça por causa da doença e das infinitas gripes, mas no peito mesmo e com um eu-lírico poético e sentimental.
Experimentei sensações loucas e conheci pessoas que pretendo levar pro resto da vida comigo, outras, pretendo manter uma distancia amigável, e muitas nem isso. Posso dizer que aprendi a ser colega ( não amiga), a falar menos, observar mais, ser abrupta, rude, mas doce. O mais importante, aprendi a dizer NÃO! e sem remorsos ( dificil essa). Realmente o "pagando pra ver" se fez presnte na maioria das minhas atitudes nesse ano. Se cresci? Não suporto essa palavra e suas variações, por que tem um Que de insulto e isso me destrói. Cresci não, eu amadureci. Já essa palavra torna a evolução melhor e muito mais sonora.
Um ano que me fez repensar muitos conceitos, e além disso, me deu coragem pra colocar em prática algumas coisinhas que venho pensando há tempos somente com meus botões.
E completando a festa, Deus é tão precioso e perfeito na sua plenitude que deixou o melhor pro final (rá. Ele está querendo aparecer, eu acho! hahaha) que está permitindo que eu feche o meu ano com chave de ouro cravejada de rubis e diamantes, pois nesse ano, bem no finalzinho, eu encontrei o encaixe perfeito pro meu coração e não tem nada que se compare a essa sensação.
Feliz Dois Mil e 9
Quem sou eu
- Mayara Terra
- Belém, Pará, Brazil
- Quanto mais conheço os homens, mais acho as mulheres submissas.
